sexta-feira, 15 de março de 2013

Para rir ou chorar?







Bolinhos de Chuva da Sol!

Esses dias de final de tarde com chuva me faz lembrar de bolinhos de chuva.Que coisa boa, não dá para não recordar a infância!!!
Essa receita eu incrementei um pouquinho, portanto,ela é parcialmente de autoria, pois através da receita base adicionei outros ingredientes.
 Em uma tarde fria em São Paulo, senti muita vontade de bolinhos de chuva e fui dar uma olhada na dispensa pra ver o que eu tinha e assim saiu essa receita: 
Colocar tudo em um bowl ou recipiente e misturar tudo até ficar uma massa homogênea:
  • 3 xícaras de chá de farinha de trigo (peneirar)
  • 1 colher de fermento em pó
  • 1 xícara de chá de açucar (peneirar)
  • 1 xícara de chá de leite
  • 3 ovos inteiros
A partir dessa base você pode acrescentar:
  • 1 copo de iogurte natural ou 1 xíc.de chá de leite de coco.
Com o iogurte a massa fica mais leve. Se quiser pode misturar o iogurte com o leite de coco (meio a meio).Deu muito certo comigo e com certeza vai dar certo com você também. Pode-se acrescentar frutas, como pedaços de bananas e maças ou pedaços de doce de goiaba. 
 Vai da criatividade e bom senso, pois a massa deve ficar boa para o ponto de fritura, ou seja, não deve ficar mole, mas consistente.Fritar em imersão em óleo quente, pingando a massa no óleo com uma colher. Escorrer em papel toalha e empanar em açucar e canela.
 
Seja sempre inventivo na cozinha e se divirta sem medo da experimentação.
 Recomendo realizar a receita em um dia chuvoso ao som de um de nossos sets de música do blog. Acessem "músicas para cozinhar" e se deliciem!
 
E para finalizar preparei um café e convidei um amigo do coração para nos deliciarmos!!!São os prazeres da vida...

Sol Caldeira
 

quinta-feira, 14 de março de 2013

Festanças e tradições caipiras

Entre alguns, são quatro as grandes personalidades paulistas que cuidaram de preservar o riquíssimo folclore caipira, o de São Paulo: Mário de Andrade, Amadeu Amaral, Alceu Maynard de Araújo e João Chiarini. Não por acaso, apenas Mário de Andrade era paulistano; os demais, interioranos. Antes deles, o folclore surgia apenas como algo pitoresco, quase que exótico, ligado ao rural. Folclore é, porém, muito mais do que isso: conjunto de instituições, costumes, comportamentos,patrimônio material e espiritual.
Em São Paulo, as festanças e tradições caipiras começam a ser revividas. Muitas delas se perderam, outras quase se extinguiram. No entanto, há reações positivas como se a memória do povo se aguçasse à medida em que a perda da identidade, causada também pela chamada globalização, deixasse os povos inseguros. Os “caipiras” – ainda que muitos confundam, até propositalmente, a moda “country” com o sertanejo – estão de volta. Com suas danças, bailados, cantigas, rondas infantis, adivinhas, lendas, rezas, procissões, festas, instrumentos musicais, bebidas, remédios caseiros, rituais. Especialmente, as festanças populares.
 
Batuque
No folclore caipira, é dança de terreiro, com o uso de instrumentos como o tambu, mulemba, matraca, guaiá. A região “batuqueira” de São Paulo – que começa a ser reativada – localiza-se no vale médio do Tietê, com municípios tradicionais, cidades reconhecida e orgulhosamente “caipiras”: Tietê, que sempre foi tida como “capital batuqueira”, Porto Feliz, Laranjal, Pereiras, Capivari, Piracicaba, Limeira, São Pedro, Itu, Tatuí.
O batuque é dança de origem africana. Ao contrário das danças primitivas, que são de roda, o batuque se faz em duas colunas, de homens e mulheres frente à frente, que se defrontam, dando umbigadas. O batuque é conhecido, também, como umbigada. Como ritual, é visto como “dança da procriação”, por causa da sensualidade explícita entre homem e mulher. Por isso, pai e filha não podem “dançar o batuque”, não podem “dar umbigada”. Nem padrinhos com afilhadas. Soaria como algo incestuoso. Se, por descuido, isso acontece, a filha ou afilhada se desculpa: “a bênção padrinho”.
O batuque, ao tempo da escravatura, foi muito combatido pela Igreja Católica que ainda não o vê com bons olhos.
 
Cana Verde
Dá-se o nome de fandango ao conjunto de danças rurais. A mais difundida delas é, ainda, a “Cana Verde”. Muitos estudiosos confundem a “Cana Verde” com a dança de origem portuguesa “Caninha Verde”. São diferentes. Na “Cana Verde”, foi iniciada nas roças paulistas. Dançam homens e mulheres, num grande círculo, deslocando-se no sentido horário, o lado direito do corpo voltado para o interior da roda. Dançam valsando, balanceando, voltando a frente um para o outro, fazendo a meia volta. Quando um dos homens se vira à direita, todos o acompanham. As mulheres permanecem na mesma posição até que seus acompanhantes voltem para o lugar primitivo, quando, então, elas se viram para a esquerda, fazendo a meia volta. A arte está em fazer o corpo como que flutuar, no vai-vem da onda.
Os instrumentos musicais usados são a viola, o pandeiro e o reco-reco. Não há desafio, mas os homens fazem declarações de amor em quadrinhas dirigidas às moças, batendo os pés para afirmar o compasso. Uma delas, registrada por Maynard:
“Uma moça me pediu/ da cana verde uma fôia/ trêis branca, treis amarela/ aqui está, meu bem, escôia.”
A “Cana Verde” é marcadamente da região do Tietê Médio já citada e, também, do Vale do Paraíba.
 
Cateretê ou catira
É dança usada pelos catequistas, ainda difundida entre algumas regiões caipiras de São Paulo. É conhecida, também, na zona litorânea. Em São Paulo, os caipiras dançam com os pés descalços, batendo no chão, a que se dá o nome de “pisar nas cordas da viola”. São dois violeiros e cinco ou mais pares dançantes. Suas origens são vistas, por alguns estudiosos, como ameríndias.
No centro do salão, os dançadores formam duas colunas e à frente delas, um violeiro-cantador. Um dos violeiros é o “mestre”, sendo “contra-mestre” o outro. Isso quer dizer que fazem a primeira e a segunda vozes. Os violeiros cantam e batem os pés; os dançantes não cantam, mas batem pés e mãos. O violeiro saem do lugar, dão a volta por fora das colunas, retornam pelo centro, voltam a seus lugares. A isso, dá-se o nome de “vorteá e cruzá”, dar a volta e cruzar. Os dançantes aguardam os sinais e vão “parmeando e sapateando”, ou seja, batendo palmas e batendo os pés. O bater-pés é conhecido como “pateio”, em oposição ao “parmeio”, que é o bater-mãos. Os dançadores, em algumas regiões de São Paulo, usam tamancos.
O cateretê ou catira é, também, conhecido como xiba, bate-pé.
 
Autoria: Cecílio Elias Netto

quarta-feira, 13 de março de 2013

Importância da Consultoria e Assessoria na Gastronomia


Comer fora de casa é um hábito cada vez mais popular no Brasil. A correria do cotidiano, a longa distância entre casa e o trabalho e outros fatores impedem que as pessoas se desloquem para fazer as refeições em suas residências. Hoje, aproximadamente, um quarto dos gastos dos brasileiros com alimentação é realizado com refeições fora do lar. É um mercado em plena ascensão.
Para atender a crescente demanda de uma clientela exigente, quem tem um negócio no setor precisa oferecer produto de qualidade e excelente atendimento, além de ser capaz de dominar uma série de conhecimentos específicos relacionados às atividades de planejamento, organização, gestão e controle do seu negócio.
Quem é dono de um restaurante, self  service, bar , lanchonete ou pessoas que desejam abrir um empreendimento no setor necessitam de constante atualização de conhecimentos. A Consultoria apresenta orientações sobre os principais aspectos do processo de gestão nos empreendimentos do setor de alimentação fora do lar, seja em técnica e métodos para melhorar a padronização do produto, a compra de insumos, o atendimento ao cliente, a capacitação de funcionários e o controle operacional e financeiro do negócio.

Fonte: Sabor e Gestão, Sebrae.



Frutas selvagens brasileiras são cada vez mais usadas pelos chefs

Assista o vídeo Zona da Mata, uma produção fantástica com uma deliciosa receita com as frutas selvagens.


 
Acessem a matéria completa:

segunda-feira, 11 de março de 2013

O Bistecão-Uma tradição de Piracicaba

Em uma tarde pelo centro da cidade, acompanhada de meu pai, resolvemos tomar um cafézinho no Bistecão. E a partir disso começamos a conversar com o proprietário e o funcionário de anos de casa sobre a história do local e essas foram as informações que obtivemos.
Localizado no centro de Piracicaba, ao lado da Catedral, um dos mais antigos restaurantes da cidade, nada sofisticado, mas que resiste na sua simplicidade. Famoso por sua bisteca na chapa e seu café caipira (delicioso!) tirado na hora em coador de pano. O local já tem mais de 60 anos, já foi bar de rodoviária, virou o Café Americano Bar que durou por 30 anos, que iniciou a bisteca e hoje tem 30 anos com o nome de Bistecão, mantendo a tradição. A refeição que resiste ao tempo e a mais pedida é a bisteca com arroz, feijão, farofa, ovo e a tubaína Orlando, diz o proprietário.
Personalidades importantes já passaram por lá, desde Jânio Quadros e outros governadores, sendo o último o Alckmin.
Nos anos 80, negócios imobiliários, vendas de carros e outros “rolos” se resolviam ali mesmo, na famosa “prainha”, em frente ao Bistecão, em uma referência a curva de rio, pois ali paravam todos os tipos de pessoas, trabalhadores, vendedores, pescadores e todos contadores de causos!
Mas não podemos deixar de falar do cafézinho coado na hora servido no balcão. Ponto de parada estratégica.
Dica da Chef: tomar o cafézinho no balcão.
Sol Caldeira

domingo, 10 de março de 2013

Ervas Aromáticas: Alecrim

Alecrim (Rosmarinus officinalis)
Segundo Norman (2004:94), “O Alecrim é uma planta densa, lenhosa, perene e sempre-verde, oriunda do Mediterrâneo, mas há muito cultivada em zonas temperadas por toda a Europa e América. Fortemente aromático, quente e apimentado, com notas de pinho e cânfora.  As flores possuem um sabor mais suave o que as folhas. Sendo as folhas e caules os mais utilizados na culinária. O sabor do alecrim não diminui com uma cozedura longa, por isso use o alecrim com critério. Os caules mais velhos e mais fortes podem ser usados como espetos para espetadas. O alecrim é muito bom em bolachas, tanto doces como salgadas assim como na foccacia e em outros pães. É  erva essencial na composição para as ervas de Provença (alecrim, tomilho, manjerona, segurelha e louro). Vai bem com beringelas, carneiro, carne de porco, batatas, tomate, cogumelos, peixe”.
Pode ser utilizado para aromatizar azeites, vinagres, manteigas, molhos, pimentas ou o que a criatividade mandar, mas lembrem-se que é preciso saber harmonizar a quantidade usada por ser uma erva forte. Use o bom senso e o paladar. 
Outras finalidades:
"O Alecrim foi, uma das primeiras ervas utilizadas com finalidade medicinal. Na tradição popular européia, era usado para espantar o demônio e proteger contra pragas, além de preservar e temperar a carne. Nas civilizações antigas, o alecrim era considerado uma planta sagrada que podia trazer paz tanto aos vivos quanto aos mortos. Na época da peste, era levado em bolsas e no pescoço como proteção". Fonte: http://www.bioessencia.com.br/alecrim-atravez-dos-tempos/
Apesar, do Alecrim ser uma erva do Mediterrâneo, teve grande apelo aqui no Brasil não só na culinária como também através das cantigas populares infantis, uma famosa conhecida por, Alecrim Dourado.
As cantigas populares eram aprendidas com os amigos e os familiares, transmitidas oralmente dos mais velhos para os mais novos. Embalavam as brincadeiras das crianças, o trabalho dos adultos, as festas da comunidade.
Abaixo o link onde você poderá ler a letra e ouvir a cantiga do Alecrim:
Referência: "ervas aromáticas e especiarias”
Norman, Jill. Porto : Civilização, 2004. 94p.