domingo, 31 de março de 2013

Nosso arroz com feijão de cada dia!

 Produção e consumo de arroz no Brasil 
“O arroz está entre os cereais mais consumidos do mundo. O Brasil é o nono maior produtor mundial e colheu 11,26 milhões de toneladas na safra 2009/2010. A produção está distribuída nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Mato Grosso. Desse total, atualmente, apenas 5% é destinado à exportação.
O arroz é capaz de suprir 20% da energia e 15% da proteína necessária por dia  para um adulto, além de conter vitaminas, sais minerais, fósforo, cálcio e ferro, segundo a Organização das Nações Unidades para Agricultura e Alimentação (FAO).
No Brasil, o consumo anual é de, em média, 25 kg por habitante.” Disponível: http://www.agricultura.gov.br/vegetal/culturas/arroz
            Produção e consumo de feijão no Brasil 
“O feijão está entre os alimentos mais antigos, remontando aos primeiros registros da história da humanidade. Achados arqueológicos apontam para a existência de feijoeiros domesticados cerca de 10.000 a.C. As ruínas da antiga Tróia revelam evidências de que os feijões eram o prato favorito dos guerreiros troianos. A maioria dos historiadores atribui a disseminação dos feijões no mundo motivada pelas guerras, uma vez que esse alimento fazia parte essencial da dieta dos guerreiros em marcha. Os grandes exploradores ajudaram a difundir o uso e o cultivo de feijão para as mais remotas regiões do planeta.
O Brasil é o maior produtor mundial de feijão com produção média anual de 3,5 milhões de toneladas, correspondentes, aproximadamente, 40 tipos diferentes de feijão. Típico produto da alimentação brasileira é cultivado por pequenos e grandes produtores em todas as regiões. Os maiores são Paraná, que colheu 298 mil toneladas na safra 2009/2010, e Minas Gerais, com a produção de 214 mil toneladas no mesmo período. A produção é, praticamente, consumida pelo mercado interno.
De cada 10 brasileiros, 7 consomem feijão diariamente. O grão, típico da culinária do país, é fonte de proteína vegetal, vitaminas do complexo B e sais minerais, ferro, cálcio e fósforo. 
No Brasil, o consumo anual é de, em média, 19 kg por habitante.” Disponível:  http://www.agricultura.gov.br/vegetal/culturas/feijao
Através das informações acima, podemos fazer os seguintes cálculos: 
Considerando o censo do IBGE de 2012, a população brasileira é estimada em  193.946.886 habitantes, aproximadamente, 194 milhões de habitantes para facilitar cálculos. Supondo-se que o transporte de arroz e feijão pelo Brasil seja todo realizado pelo sistema rodoviário, através de carretas com capacidade para transportar, em média, 30.000 kg (30 ton.) cada uma, para distribuir em pontos de apoio, para posterior redistribuição aos consumidores, haverá circulando pelo Brasil, todos os dias as quantidades de:
 
Para o arroz: 
Partindo da informação de que o consumo médio de arroz é de 25 kg por habitante por ano, teremos:
68,5 g de arroz por habitante por dia, considerando a população brasileira 194 milhões de habitantes, teremos o valor de 13.289.000 kg de arroz consumidos por dia.
Se a média do transporte é de 30.000 kg por carreta, teremos então o valor de 443 carretas por dia para atender a demanda de consumo de arroz no Brasil.
 
Para o feijão: 
Partindo da informação de que o consumo médio de feijão é de 19 kg por habitante por ano, teremos:
52 g de feijão por habitante por dia, considerando a população brasileira 194 milhões de habitantes, teremos o valor de 10.000.000 kg de feijão consumidos por dia.
Se a média de transporte é de 30.000 kg por carreta, teremos então o valor de 336 carretas por dia para atender a demanda de consumo de feijão no Brasil. 
Esses números representam o Brasil e podem nos dar uma idéia de toda a logística de transporte envolvida, na qual, somente o deslocamento dos locais de produção para as centrais atacadistas envolve a circulação de, aproximadamente, 780 enormes carretas por nossas rodovias diariamente. Das centrais atacadistas estes dois cereais vão para os supermercados, mercados, armazéns e empórios e, finalmente, até a sua colocação na prateleira dos armários das nossas casas, bares e restaurantes no aguardo do seu preparo. 
O seu preparo vai consumir um total diário de, aproximadamente, 120 g por habitante (68 g de arroz + 52 g de feijão), constituindo-se no famoso prato arroz com feijão típico produto da base alimentar brasileira. Este é um exemplo de muita brasilidade.

Sol Caldeira

quarta-feira, 27 de março de 2013

Você já foi à Bahia? Os Quindins de Iaiá....

Vídeo com Aurora Miranda, Zé Carioca e Pato Donald!
Aurora Miranda, irmã de Carmen Miranda, nascida no Brasil, carioca da gema, atriz e cantora, assim como a irmã famosa. Tinha um ótimo relacionamento com Carmen, seguiram unidas, trabalhando e morando juntas por 12 anos. Produziu este video em 1944. Você já foi à Bahia? hummmmmm...quindins de Iaiá!!! Lindo de se ver, apreciem!!! Muita Brasilidade....


segunda-feira, 25 de março de 2013

"Um pequeno riacho não pode alcançar o oceano..."

“Um pequeno riacho não pode alcançar o oceano. Ele se perderá em algum lugar, está tão distante… Ele se perderá em algum deserto, em alguma terra árida. Mas se vários pequenos riachos se reunirem em um, tornam-se um Ganges. Então ele pode alcançar o oceano…”
Em julho de 1988, em plena ditadura do general Pinochet, 300 intelectuais e artistas participaram de “Chile Cria”, um encontro internacional de arte, ciência e cultura pela democracia no Chile. Em nome de todos os convidados, Eduardo Galeano leu o discurso de inauguração, reproduzido no livro Nós dizemos Não. Em contextos bem diversos, este texto ainda é bastante atual e diz muito sobre o que estamos criando em nossa comuna: “Dizemos não ao elogio do dinheiro e da morte. Dizemos não a um sistema que põe preço nas coisas e nas pessoas, onde quem mais tem é quem mais vale; (…) nós dizemos não a um sistema que nega comida e nega amor, que condena muitos à fome de comida e muitos mais à fome de abraços. Dizemos não à mentira. Essa cultura mentirosa que, grotescamente, especula com o amor humano para arrancar-lhe mais-valia. (…) Premiam a nossa obediência, castigam a nossa inteligência e desalentam a nossa energia criadora. Temos direito ao eco, não à voz, e os que mandam elogiam nosso talento de papagaios. Nós dizemos não: nós nos negamos a aceitar esta mediocridade como destino. Nós dizemos não ao medo. Não ao medo de dizer, ao medo de fazer, ao medo de ser.”
E dizendo não ao triste encanto do desencanto, dizemos sim ao que realmente importa: à vida, com todas as conseqüências de ter a coragem de seguir o que faz meu coração vibrar. Em 2013, seguiremos juntos e espero que, como declarou Charles Chaplin em “O Último Discurso”, a alma do homem ganhe asas e afinal comece a voar. E que todos “erguemos os olhos”!”

Por Kátia Marko 
Eduardo Galeano é jornalista e escritor uruguaio. Tive acesso ao seu trabalho através do livro, “De Pernas Pro Ar – A Escola Do Mundo ao Avesso”, uma síntese da realidade e verdades históricas, aquilo que você não aprende na escola.
Apesar de não estar indicando nenhum livro de receitas ainda...este é um autor que vale a pena conhecer para uma melhor visão de mundo. Fica a dica!

 Sol Caldeira

domingo, 24 de março de 2013

Receita: Vaca Atolada


 De acordo com Ramos (2001:5) “A cozinha Paulista se caracteriza pela simplicidade e rusticidade, como simples e rústica foi  vida dos bandeirantes e de suas famílias”.
 A Vaca Atolada é considerado um prato caipira, popular em Santa Catarina e típica comida mineira e paulista.
 Uma das hipóteses é que quando os tropeiros se dirigiam às áreas de mineração, transpondo a Serra da Mantiqueira, levavam no embornal, carne mergulhada na gordura, o que garantia alimento por muito tempo, sem deteriorar. Principalmente, por causa dos períodos de chuvas, onde o gado encalhava e não prosseguia.  Ao longo da Estrada Real ou de rios, passavam pelas chamadas rotas da mandioca, podendo colher as raízes e misturá-las, cozidas, às carnes. Aí teria nascido a receita que atravessou os séculos.  A receita de Vaca Atolada é tradicionalmente feita com costelas de boi, uma carne que não era aproveitada para compor a comida dos viajantes, e nem servia para fazer o charque ou carne seca. Mas provavelmente, uma outra hipótese, é que seja uma comida preparada após o abate do gado atolado, cozinhando as costelas e sua gordura com pedaços de aipim e cebolas.
A receita tradicional é feita com costela de boi, mas em sua casa pode ser substituída pela carne de preferência. Não é necessário se prender às tradições para realizar uma receita que se quer. Todos podemos usar de criatividade e de fazer releituras do que já existe.
Vaca Atolada:
Ingredientes para 4 pessoas:
1kg de costela de vaca, sal e pimenta do reino, 2 dentes de alho amassados, cominho, 1 suco de limão, 1 pimenta malagueta, 1 folha de louro, 1 xícara de chá de óleo, 1 cebola picada, 1 tomate picado sem pele, ½ kg de mandioca, 1 maço de cheiro verde picado.
Modo de preparo: Corte as costelas em pedaços e tempere com sal, pimenta do reino, o alho, o cominho, o limão, a pimenta malagueta e o louro. Deixe tomar gosto durante cerca de 2 horas. Passado esse tempo, aqueça o óleo em uma panela e doure a cebola. Junte o tomate, a costela e um pouco de água e deixe cozinhar por 30 mins. Enquanto isso descasque a mandioca, corte-a ao meio e elimine o fio duro do miolo. Corte em pedaços e acrescente-os à panela com a costela. Adicione o cheiro verde e mais água e deixe cozinhando por mais 1hora ou até que a carne esteja bem macia e saborosa. Sirva bem quente. (RAMOS, 2001:13)
Referência:
"A Cozinha Paulista"
RAMOS, Regina Helena de Paiva. São Paulo: Melhoramentos., 2001. 58 p.

sexta-feira, 22 de março de 2013

Engenho Amizade Pura!


Como é bom amizade! Amizade verdadeira é uma preciosidade, se compara com um diamante a ser lapidado. Começa assim em um estado bruto e  ao passar o tempo, com amor, vai se tornando em uma joia. Me sinto uma pessoa rica, com algumas  joias raras colecionadas nesta vida e as ainda por vir.
Assim é a Família Basso para mim, amizade verdadeira e praticamente uma segunda família. E como amigos preciosos nos reunimos de tempos em tempos e sempre algo muito especial acontece.
Em um final de semana ensoralado tivemos um desses encontros “familiares” no Sítio dos Basso, localizado em Saltinho, para uma refeição mais que caseira, um clássico da cozinha brasileira, a vaca atolada (costela de boi cozida com mandioca) no fogão a lenha, acompanhada de arroz, feijão, farofa de banana, salada, tubaína e a cachaça do "Frangão". Deu água na boca?
Vale comentar que Edvaldo Basso, amigo e proprietário do sítio, conhecido como “Frangão” é especialista em produção de cachaça da mais alta qualidade. Tendo em seu depósito cachaça branca, no carvalho, de canela e de erva-doce.  Para quem entende do assunto ele conseguiu um produto tão bom que é apropriado para exportação.
Foi uma tarde maravilhosa em que pudemos registrar para a posteridade!


segunda-feira, 18 de março de 2013

Sustentabilidade na Cozinha

Opinião
Vou falar da minha própria experiência, como Chef de cozinha. Claro que seria o ideal podermos ter todo processo operacional baseado na sustentabilidadem, desde receber produtos orgânicos para se trabalhar, reciclar tudo, e ter zero de desperdício, mas a realidade não é bem assim na maioria das cozinhas. São vários os fatores que influenciam as tomadas de decisões necessárias para o funcionamento do processo.
Comecemos com produtos orgânicos. Um fator é o preço mais elevados, o que torna mais difícil seu uso. Outro fator relaciona-se ao fornecimento desses produtos. Há cozinhas que por seu tamanho dependem de produtos hortifrutigranjeiros frescos no período da manhã como à tarde, não podendo correr riscos da falta do produtos ou do fornecedor não atender a demanda. Além disso, deve-se considerar que se os preços dos produtos orgânicos fossem menores, teriam os produtores condições de atender a demanda? Consequentemente, a sustentabilidade, dada pelo uso dos produtos orgânicos, ainda fica para alguns privilegiados. Se você é mais exigente, poderá pelo menos verificar como os produtores trabalham com relação ao adequado manejo do solo, ciclos de culturas, mão de obra qualificada e sistema de produção, para atender os objetivos da cozinha com o atendimento aos anseios dos clientes durante todo o ano.
Outro aspecto a considerar é a reciclagem, sendo a mesma uma realidade mais próxima e possível de ser aplicada, porém não de forma absoluta, uma vez que a cozinha não está livre de causar alguns danos para a natureza. Usamos detergentes e produtos de limpeza e fica difícil ou quase impossível trabalhar sem esses produtos, para que a cozinha se apresente limpa. O óleo usado nas frituras, por exemplo, pode ser reciclado através de parcerias com empresas idôneas e especializadas neste tipo de serviço.
Agora, todos os materiais descartáveis, popularmente chamados de lixo, podem ser reciclados, devendo a cozinha ter recipientes próprios para o descarte, separando os metais, plásticos, vidros, papéis e materiais orgânicos derivados do preparo e consumo dos alimentos. Há que se lembrar de que você tem que checar as coletas desses materiais, como ela é feita, senão você recicla dentro, mas fora não dá em nada. É natural que para conseguir um bom resultado para a sustentabilidade tem que contar também com a orientação e educação dos colaboradores da casa. E isso é função do Chef ou outro responsável.
Evitar o desperdício de alimentos é outro fator e isso depende muito da consciência e criatividade dos Chefs. É necessário criar um método de reciclagem com todos os ingredientes que se possui na cozinha. Por exemplo, sobras de produtos não utilizados sempre podem se tornar um prato novo para funcionários. E até cascas e talos de legumes podem ser usados para caldos, sopas, e o que a criatividade despertar. Desperdício zero nunca vai ser realidade, pois, sempre algo se perde, mas chegar próximo a isso é uma obrigação de todos nós!
Sol Caldeira

domingo, 17 de março de 2013