domingo, 7 de abril de 2013

Pimentas: Pimenta preta ou do reino


“ A PIMENTA, tão pacífica na sua trepadeira, não parece ter sido a causa de guerras ferozes e da construção de impérios no passado. No seu papel de condimento que acompanha o sal no Ocidente, a pimenta continua a ser a especiaria mais valiosa e mais importante em volume de negócios.” (NORMAN, 2004).
O comércio das especiarias, e essencialmente à procura da pimenta chegaram à Europa há pelo menos 3000 anos. Em termos de volume de negócio e valor, a pimenta continua a ser a especiaria mais importante.
O Brasil está entre os principais países produtores, juntamente, com a India, Indonésia, Malásia, e Vietnã, países da Ásia de onde ela é originária. Seus grãos provêm das bagas da pimenteira, uma planta trepadeira da espécie Piper nigrum, que se desenvolve na florestas equatoriais da Ásia.
Em termos gerais, o sabor da pimenta é determinado pelo teor de seu óleo essencial, enquanto que seu teor de alcalóide, a piperina, é responsável pelo seu grau de ardência. Possuem características diferentes nos seus diferentes locais de origem.

 A pimenta em grão redonda, como no caso da pimenta preta, branca, verde e vermelha são provenientes da mesma pimenteira, sendo as diferenças, entre elas, de acordo com sua maturação e processo de produção.

Segundo Norman (2004:224),
Variedades e produção
Pimenta preta: as bagas verdes imaturas são apanhadas, brevemente fermentadas e depois são secas. Durante a secagem, a pimenta murcha e fica preta ou castanho-escura.
Pimenta branca: são apanhadas quando as bagas estão vermelho-amareladas e quase maduras, sendo depois demolhadas para soltarem a casca exterior. Depois a pimenta é lavada e seca ao sol.
Pimenta vermelha: são frutos completamente maduros, em geral vendidos em conserva de salmoura ou vinagre. Possuem uma casca exterior mais macia com delicado sabor frutado, quase doce.
Pimenta verde: possui um aroma leve e uma pungência agradável e fresca. Os grãos são conservados por secagem a vácuo ou por desidratação, ou então são embalados em salmoura ou em vinagre. Conserve as bagas frescas de pimenta verde ou vermelha na geladeira. A pimenta verde é muito conhecida como parte do famoso prato Filé à poivre.
Os seus grãos secos, esmagados e moídos, são muito utilizados na culinária de diversos países. Combina com a maioria dos alimentos. Muito usadas em grelhados de todos os tipos de carnes, molhos, caldos, marinadas e legumes.
Referência:
"ervas aromáticas e especiarias"
NORMAN, Jill. Porto: Civilização, 2004. 336p.


sexta-feira, 5 de abril de 2013

Para Empreendedores: COMUNICAR PARA CRESCER


A importância da comunicação nos negócios.
Com fala firme e didática a professora Ana Luisa de Castro Almeida defende que a necessidade de comunicar bem não é tarefa apenas das grandes empresas. Para o negócio florescer e ganhar diferencial, é preciso relacionar-se com todos os públicos-alvo. Doutora em administração pela Universidade Federal de Minas Gerais e Erasmus University (Holanda) e mestre em comunicação e cultura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Ana Luisa lembra que o Brasil tem profissionais de referência no campo da comunicação e marketing, aptos a criarem e implementarem planos de comunicação na medida de cada organização. Integrante do Programa de Mestrado em Comunicação Social da PUC-Minas Gerais e da Fundação Dom Cabral, diretora Acadêmica do Reputation Institute Brasil, membro do Conselho Editorial da publicação internacional Corporate Reputation Review e da revista Think&Love, da Repense, e consultora de comunicação organizacional ensina: “Toda organização, a partir de sua cultura, tem uma identidade”.
LEIA A SEGUIR OS PRINCIPAIS TRECHOS DA ENTREVISTA CONCEDIDA À CONEXÃO EM SUA VIAGEM A SÃO PAULO.
O QUE A COMUNICAÇÃO PODE FAZER PELA EMPRESA? O QUE ELA PODE TRAZER DE DIFERENCIAL EM RELAÇÃO À CONCORRÊNCIA?
Ana Luisa – Quando as organizações trabalham a comunicação de uma forma mais intencional, mais estratégica, ela contribui muito para que a empresa consiga ter uma identidade mais forte. O que quero dizer com identidade mais forte? As pessoas identificando melhor quem é essa organização e distinguindo--a de outras. Do ponto de vista de competitividade, aquela empresa que tem um processo de comunicação melhor consegue com que, no geral, os públicos que se relacionam com ela saibam identificá-la naquilo que ela difere de outra.
O BRASIL É UM PAÍS DE TALENTOS NESSA ÁREA DE COMUNICAÇÃO?
Ana Luisa – Muito. Há bons profissionais. Aí podemos fazer uma distinção, porque temos os profissionais mais voltados para as agências, para a área de criação; os jornalistas que, em geral, se voltam muitas vezes para veículos; e os que se desenvolvem dentro das organizações, que são os denominados da comunicação organizacional. Em todas as áreas o Brasil tem bons profissionais. Na verdade, há escolas que levam a boa formação e bons profissionais. Na comunicação organizacional, eu diria a você que temos a Associação Internacional de Profissionais de Comunicação Organizacional, o IABC – Internacional Association of Business Comunicator. Quando olho para o que o IABC faz e vejo a entidade de classe no Brasil, que é a Aberje, observo que possuímos não só as mesmas qualificações e competências, mas que o que se produz no Brasil em comunicação organizacional está no mesmo patamar dos países mais avançados, seja Holanda, Estados Unidos, Itália. Somos referência.
ESSES PROFISSIONAIS TAMBÉM ESTÃO APTOS A PENSAR, A TRABALHAR PARA UMA EMPRESA PEQUENA? OU AÍ FICA MAIS DIFÍCIL?
Ana Luisa – Eles estão aptos a pensar para as empresas menores. Na verdade, quando olhamos para os negócios, sejam eles pequenos, médios ou grandes, vemos que o que distingue as organizações será muito mais a abrangência desse processo de comunicação, os recursos que se tem. Mas todas precisam possuir boa relação com aqueles que lidam com ela no dia a dia, seus empregados, clientes, fornecedores ou a comunidade no entorno. Enfim, com todos os grupos com os quais a empresa se relaciona.
ENTÃO HÁ CAMINHO PARA A PEQUENA EMPRESA FORTALECER SUA MARCA, SUA IMAGEM, SEU PRODUTO, SEU SERVIÇO? QUAL O TRAJETO PARA ISSO?
Ana Luisa – Há vários instrumentos. A empresa pequena pode começar cuidando bem de sua marca, tendo uma identidade visual bem definida, coerente, consistente com aquilo que a organização faz, para que você olhe aquela empresa e perceba qual é a linha de produtos ou o que ela oferece. A partir daí, há várias estratégias, ações que pode implementar e, dependendo delas, vai se utilizar de determinadas ferramentas, instrumentos. Mas o que ela precisa é pensar o seguinte: o que preciso construir, do ponto de vista de mostrar quais são os pontos fortes que minha organização tem? E o que tenho a oferecer nesse relacionamento? Quando falamos com seus públicos, estamos falando de expectativas. Os públicos têm expectativas em relação à empresa, têm expectativa de bom serviço, de bom produto, de uma relação custo-benefício justa, de bom atendimento. Assim, é preciso ver o que ela concede, enquanto produtos e serviços, e como comunica isso.
 A EMPRESA TEM PERSONALIDADE?
Ana Luisa – Toda organização, a partir de sua cultura, tem uma identidade. Há empresas mais voltadas para inovação, para o atendimento ao cliente, mais arrojadas, mais modernas. Enfim, esses atributos é que precisamos identificar e comunicá-los bem. É isso que fazemos no processo de comunicação.
É COMO SE FOSSE O RG DA EMPRESA, UM NÚMERO SÓ DELA...
Ana Luisa – É dela. O que é só dessa empresa? Normalmente, temos dificuldade de identificar quais são esses aspectos que são específicos, porque eles se misturam. Quando pego empresas do mesmo setor, vemos que elas têm características semelhantes. Mas isso é commodity, ou seja, todas as organizações têm. No entanto, ela precisa identificar o que há de diferente.
 FALANDO AINDA DAS EMPRESAS DE MENOR PORTE, AS REDES SOCIAIS SÃO FERRAMENTAS ESTRATÉGICAS PARA ELAS?
Ana Luisa – Para todas as organizações. Não podemos dizer que para uma ou outra. Digo que a organização não precisa entrar na rede social para dizer que entrou nela. Se não tiver como manter esse relacionamento, é melhor não abrir. O que é a rede social? É um canal de comunicação. Igual você abrir um canal de comunicação de café da manhã com o presidente. A mesma coisa é quando vamos para a rede social. À medida que abro esse canal, as pessoas querem respostas. E respostas, nesse caso, são instantâneas. Ela é uma construção imediata de relacionamento, e mais do que isso, é aberta, onde temos de lidar com todas as críticas. Não dá para algumas organizações abrirem esse canal e nas primeiras críticas se retirarem. Aí não estão lidando com essa relação como deveriam. É a comunicação de soluços: começa para o que é prejudicial.
MÍDIAS NÃO CONVENCIONAIS, POR EXEMPLO, PROPAGANDA EM SACOS DE PÃO OU EM GUARDANAPOS EM BARES E RESTAURANTES SÃO VÁLIDAS?
Ana Luisa – A mídia não convencional, hoje em dia, atinge de uma forma bem direcionada. Vejo pequenas empresas organizando eventos muito bem planejados e que têm cuidado ao falar com aquele cliente ou ao levar algum produto. O que ocorre com a empresa é que precisa formatar muito bem sua mensagem, o objetivo que quer e não tentar fazer tudo numa vez só. Esse é o erro.
A SENHORA DIRIA QUE UM EMPREENDEDOR DEVE PLANEJAR ANTES DE FAZER SUA OPÇÃO POR TER UMA COMUNICAÇÃO?
Ana Luisa – Ele tem de planejar o que quer, qual o tamanho do passo que dará, por onde começará essa comunicação. Ele iniciará essa comunicação com quem? Quais os públicos mais importantes? Quais os meios utilizados? Qual a frequência? Qual a abrangência? O risco que vejo muito para as pequenas e médias empresas é de investirem e não terem retorno, porque não planejam. Elas acham que aquilo é o ideal e fazem. Aí não dá retorno e desestimula. É difícil porque a verba é pequena. Então, tem de planejar muito bem e manter, senão o dinheiro vai embora.
 DIVERSIFICAR CANAIS DE COMUNICAÇÃO É ESTRATÉGICO PARA SE OBTER RESULTADO?
Ana Luisa – Depende do público e do que a empresa quer. Ela não precisa diversificar se tiver bom canal. Se tiver um CRM (gestão de relacionamento com cliente) muito eficaz com os clientes, talvez não precise de mais nada.  Então, depende, não dá para generalizar.
A COMUNICAÇÃO INTERNA TAMBÉM TRAZ RESULTADOS PARA OS NEGÓCIOS?
Ana Luisa – Primeiro, um empregado identifica-se muito mais com a organização quando sente que essa considera a opinião dele. Muitas vezes, nos diagnósticos internos, ouvimos os empregados dizerem o seguinte: “Para que vou falar? Já cansei. Falo, mas ninguém me escuta”. Então, o empregado tem de sentir que é importante, que é respeitado, que é ouvido e que aquilo que ele fala a empresa leva em consideração. A comunicação interna ajuda o empregado a traduzir aquilo que a organização, num certo sentido, está comunicando. Esse é seu papel. Isso afeta diretamente a produtividade.
A COMUNICAÇÃO PESSOAL É IMPORTANTE TAMBÉM PARA LEVAR O NEGÓCIO À FRENTE?
Ana Luisa – Você fala que “não tenho essa habilidade de comunicação; sou ótimo engenheiro; sou magnífico na área de finanças; sou excelente, mas a comunicação para mim é uma dificuldade”. Aprendemos a lidar com isso. Você tem alguns profissionais que podem lhe ajudar nesse processo. O empreendedor precisa de saber utilizar bem a comunicação dele, como presidente da empresa, enquanto responsável por ela. Então, ele tem de participar de entidades de classe, eventos sociais. Ele tem de compartilhar de algumas instâncias de relacionamento em que tem de se posicionar, tem de saber a hora de fazer isso. O que falar, qual o tom, qual a abordagem, qual a intencionalidade, o que espera para a empresa dele, como apresentá-la.
EXISTE O PERIGO DE TER UMA OVERDOSE DE COMUNICAÇÃO?
Ana Luisa – Sim. É insuportável, por exemplo, aquela empresa que todo dia tem um e-mail bombardeando sobre alguma coisa.
QUAIS SÃO OS ERROS QUE SE PODE COMETER NA COMUNICAÇÃO?
Ana Luisa – Já falei da comunicação por soluço, começar e parar de falar. Outro é abrir determinados canais que não dão conta de se manter atualizados. Outro equivoco é a falta de unidade e integração entre os meios. Você tem uma comunicação para os empregados, seja no quadro de aviso, seja na intranet. É aquela história de que, por exemplo, “cortamos o cafezinho porque estamos com redução de despesas”. De repente, os empregados veem a empresa fazer algumas compras que não são coerentes com aquele discurso. Diria que isso é a falta de alinhamento entre discurso e prática. Esse é um erro muito sério.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Hino Popular do XV de Piracicaba!



Como uma boa piracicabana que sou, nascida e criada, presto essa homenagem ao XV de Piracicaba, que neste ano completa seu centenário. Para os forasteiros, que não conhecem sobre nosso histórico time, acessem o link abaixo, um blog todo sobre o XV, e poderão ler sobre sua história. Nessa história está inserido seu famoso "Hino Popular do XV de Piracicaba", que vocês poderão acessar abaixo. Um exemplo do que é ser caipiracicabano! 

Letra e música

 
Obs: Eu estava no jogo no dia em que o XV subiu para a primeira divisão...momento histórico também!!!
 
 
Sol Caldeira
 

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Músicas para cozinhar - Parte 5

Para quem estava aguardando mais um novo set de música do nosso incrível DJ Peri Zorzella....cá está, uma delícia de set com músicas incríveis para alegrar seus momentos, te fazer companhia quando só, ao redor de amigos e claro, principalmente, para te inspirar na cozinha. Vamos lá, acessem ao link, e deixem se levar pela magia da música e criatividade! 
Bom Apetite!

By DJ Peri Zorzella

terça-feira, 2 de abril de 2013

Receita: Quindim


Com a empolgação do vídeo "Os quindins de Iaiá", o qual postei anteriormente, achei essa receita com uma de minhas tias, que a guarda há muitos anos e tem ótimas lembranças dessa época. O diferencial está no coco em fruta e na hora de untar a fôrma passar camada generosa de manteiga e açucar, para ficar com aquela deliciosa caldinha brilhante.
Testem, provem e comentem!
Ingredientes:
350 gr de açúcar
250 gr de coco em fruta
1 colher de sopa de manteiga
1 colher de café de farinha de trigo
3 ovos inteiros
6 gemas de ovos
Modo de preparo:
-    Ralar o coco no fino ou grosso, como preferir.
-    A manteiga deve ser usada em pomada (temperatura ambiente)
-    Misturar todos ingredientes em um recipiente e bater com o fuet (batedor), na mão, até ficar homogêneo.
-   Untar a forma, geralmente usa-se a com furo no meio, ou forminhas individuais, com bastante manteiga. É pra ser uma camada generosa de manteiga. Polvilhar açúcar refinado (isso é que vai se transformar na “babinha”, caldinha de cima).
-   Pré-aquecer o forno em 180-200ºC e já ferver uma quantidade de água para o banho-maria.
-   Assar em banho-maria a 180-200ºC até ficar levemente dourado em cima, espetar com um palito pra verificar se está firme. Cuidado passar do ponto para não secar demais.
-   Deixe esfriar totalmente para desenformar.

Obs: receita de família

Sol Caldeira

domingo, 31 de março de 2013

Nosso arroz com feijão de cada dia!

 Produção e consumo de arroz no Brasil 
“O arroz está entre os cereais mais consumidos do mundo. O Brasil é o nono maior produtor mundial e colheu 11,26 milhões de toneladas na safra 2009/2010. A produção está distribuída nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Mato Grosso. Desse total, atualmente, apenas 5% é destinado à exportação.
O arroz é capaz de suprir 20% da energia e 15% da proteína necessária por dia  para um adulto, além de conter vitaminas, sais minerais, fósforo, cálcio e ferro, segundo a Organização das Nações Unidades para Agricultura e Alimentação (FAO).
No Brasil, o consumo anual é de, em média, 25 kg por habitante.” Disponível: http://www.agricultura.gov.br/vegetal/culturas/arroz
            Produção e consumo de feijão no Brasil 
“O feijão está entre os alimentos mais antigos, remontando aos primeiros registros da história da humanidade. Achados arqueológicos apontam para a existência de feijoeiros domesticados cerca de 10.000 a.C. As ruínas da antiga Tróia revelam evidências de que os feijões eram o prato favorito dos guerreiros troianos. A maioria dos historiadores atribui a disseminação dos feijões no mundo motivada pelas guerras, uma vez que esse alimento fazia parte essencial da dieta dos guerreiros em marcha. Os grandes exploradores ajudaram a difundir o uso e o cultivo de feijão para as mais remotas regiões do planeta.
O Brasil é o maior produtor mundial de feijão com produção média anual de 3,5 milhões de toneladas, correspondentes, aproximadamente, 40 tipos diferentes de feijão. Típico produto da alimentação brasileira é cultivado por pequenos e grandes produtores em todas as regiões. Os maiores são Paraná, que colheu 298 mil toneladas na safra 2009/2010, e Minas Gerais, com a produção de 214 mil toneladas no mesmo período. A produção é, praticamente, consumida pelo mercado interno.
De cada 10 brasileiros, 7 consomem feijão diariamente. O grão, típico da culinária do país, é fonte de proteína vegetal, vitaminas do complexo B e sais minerais, ferro, cálcio e fósforo. 
No Brasil, o consumo anual é de, em média, 19 kg por habitante.” Disponível:  http://www.agricultura.gov.br/vegetal/culturas/feijao
Através das informações acima, podemos fazer os seguintes cálculos: 
Considerando o censo do IBGE de 2012, a população brasileira é estimada em  193.946.886 habitantes, aproximadamente, 194 milhões de habitantes para facilitar cálculos. Supondo-se que o transporte de arroz e feijão pelo Brasil seja todo realizado pelo sistema rodoviário, através de carretas com capacidade para transportar, em média, 30.000 kg (30 ton.) cada uma, para distribuir em pontos de apoio, para posterior redistribuição aos consumidores, haverá circulando pelo Brasil, todos os dias as quantidades de:
 
Para o arroz: 
Partindo da informação de que o consumo médio de arroz é de 25 kg por habitante por ano, teremos:
68,5 g de arroz por habitante por dia, considerando a população brasileira 194 milhões de habitantes, teremos o valor de 13.289.000 kg de arroz consumidos por dia.
Se a média do transporte é de 30.000 kg por carreta, teremos então o valor de 443 carretas por dia para atender a demanda de consumo de arroz no Brasil.
 
Para o feijão: 
Partindo da informação de que o consumo médio de feijão é de 19 kg por habitante por ano, teremos:
52 g de feijão por habitante por dia, considerando a população brasileira 194 milhões de habitantes, teremos o valor de 10.000.000 kg de feijão consumidos por dia.
Se a média de transporte é de 30.000 kg por carreta, teremos então o valor de 336 carretas por dia para atender a demanda de consumo de feijão no Brasil. 
Esses números representam o Brasil e podem nos dar uma idéia de toda a logística de transporte envolvida, na qual, somente o deslocamento dos locais de produção para as centrais atacadistas envolve a circulação de, aproximadamente, 780 enormes carretas por nossas rodovias diariamente. Das centrais atacadistas estes dois cereais vão para os supermercados, mercados, armazéns e empórios e, finalmente, até a sua colocação na prateleira dos armários das nossas casas, bares e restaurantes no aguardo do seu preparo. 
O seu preparo vai consumir um total diário de, aproximadamente, 120 g por habitante (68 g de arroz + 52 g de feijão), constituindo-se no famoso prato arroz com feijão típico produto da base alimentar brasileira. Este é um exemplo de muita brasilidade.

Sol Caldeira