domingo, 21 de abril de 2013

O Chef que representa o Brasil no mundo!


Alex Atala é o único chef na lista dos cem mais influentes da revista "Time"
O chef Alex Atala aparece entre as cem pessoas mais influentes do mundo em lista divulgada hoje pela revista americana "Time".
Em perfil escrito por René Redzepi, chef do restaurante dinamarquês Noma, considerado o melhor do mundo pelo ranking da revista "Restaurant", Atala é descrito como "uma das pessoas mais dedicadas da indústria" da gastronomia.
Sua filosofia do uso de ingredientes nativos brasileiros na alta gastronomia deslumbrou o continente", continua Redzepi.
No texto, o coproprietário do Noma também se recorda de como conheceu Atala, durante o prêmio World's 50 Best Restaurants de 2006, quando eram "insetos no meio de gigantes... tentando vislumbrar os 'verdadeiros' chefs que tanto adimiravam".
"Não mais um inseto, ele é um gigante entre chefs", conclui Redzepi.


sexta-feira, 19 de abril de 2013

Músicas para cozinhar - parte 6

O final de semana chegou e para te inspirar na cozinha mais um set especial, o "Brasil Legal".
Para sua comida ficar perfeita, saborosa e com toda brasilidade que merece!
Acessem, se deliciem e bom apetite!

By DJ Peri Zorzella


terça-feira, 16 de abril de 2013

Diferença entre Consultoria e Assessoria


            Uma maneira bem simples, rápida e fácil de diferenciar:

           Na Consultoria: o foco do serviço é definir melhor a alternativa e apoiar na tomada de decisão estratégica. Portanto, na consultoria o trabalho é de orientação. PENSAR

Na Assessoria: o foco do serviço é ajudar a fazer determinada tarefa. O trabalho é de ajudar (auxiliar) na execução. FAZER

Há casos em que realizamos apenas consultoria. Em outros apenas assessoria. E ainda situações que realizamos ambos.

Sol Caldeira Consultoria Gastronômica realiza ambos os serviços.
Quaisquer dúvidas e esclarecimentos entrar em contato através do blog.

Pamonhas de Piracicaba: como tudo começou!


"Tudo começou em meados dos anos 50, quando as irmãs Vasthy e Noemi Rodrigues começaram a fabricar pamonhas de forma caseira para enfrentar a dificuldade financeira pela qual passava a família. Herança deixada pela mãe, Dona Benedita Rodrigues, a receita da pamonha inovava na forma e no preparo: era diferente da tradicional pamonha quadradinha de Minas Gerais e, sem adição de outros produtos, o creme de milho era adoçado com açúcar e cozido em uma embalagem costurada com a própria palha do milho.
Após preparar algumas receitas, Dona Vasthy colocou a iguaria numa cesta divulgando o produto de porta em porta pela cidade. Logo no primeiro dia vendeu cerca de 200 pamonhas, surpreendendo a todos.
As vendas cresceram e, logo, a cesta foi substituída pela carroça. O sucesso conquistado pelo sabor atraiu outras pessoas interessadas em vender a pamonha, possibilitando às irmãs o aumento da produção.

O primeiro vendedor motorizado das pamonhas foi o filho caçula de Vasthy que, numa Kombi, vendia o quitute por toda região. O famoso jingle da pamonha foi gravado por Dirceu Bigelli e é a sua gravação que predomina até hoje entre os comerciantes.
Na década de 70, atingindo o auge, a produção alcançou o número de 6 mil pamonhas por dia. Vasthy, então, montou uma fábrica para atender a demanda, negócio no qual se dedicou até seu falecimento em 1983. Sua irmã, Noemi, tentou dar continuidade à fábrica, porém, a família não conseguiu manter a qualidade das pamonhas e, como conseqüência, a procura caiu e as máquinas, colocadas à venda.
“Pamonhas, pamonhas, pamonhas, pamonhas de Piracicaba…”
Criada por Dirceu Bigelli, a famosa gravação “Pamonhas, pamonhas, pamonhas, pamonhas de Piracicaba” é considerada ponto de partida para a descoberta da origem da pamonha.
Dirceu, um vendedor de talento, a fim de incrementar as vendas do quitute que cada dia fazia mais sucesso, abusou de sua criatividade e, na década de 70, criou o famoso jingle da pamonha. Sua atuação no crescimento das vendas refletiu nas condições favoráveis para a construção da fábrica de pamonha de Dona Vasthy Rodrigues.
Mesmo após o fechamento da fábrica, Bigelli continuou comercializando pamonhas que comprava de outros fabricantes; parou de vendê-las em 1990 quando sofreu um acidente de carro e faleceu.
A gravação, no sotaque caipira de Dirceu, foi difundida pelos automóveis e predomina até hoje entre os vendedores espalhados pelo Brasil. Atualmente, seu slogan é uma referência da cidade em todo país."
“… Pamonhas, pamonhas, pamonhas,
Pamonhas de Piracicaba,
É o puro creme do milho-verde,
Venha provar minha senhora…
É uma delícia
Pamonhas fresquinhas,
Pamonhas caseiras,
Pamonhas de Piracicaba…
É o puro creme do milho-verde,
Uma delícia,
Venha provar!
Pamonhas, pamonhas, pamonhas…
Pamonhas de Piracicaba…”
O jingle da pamonha pode ser escutado no site do youtube:http://www.youtube.com/watch?v=2Oc5ZTe4GTw
As informações acerca da história da pamonha piracicabana e de seu jingle contaram com a colaboração das pesquisas realizadas por Silmara Feres, consultora do Sebrae-Sp.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Moela ao molho de maracujá!

São Paulo 2010, atuando como Chef de Cozinha no Tubaína Bar, a vida era corrida e estressante, mas de tempos em tempos conseguia dar uma escapada rápida para visitar a família e descansar em Piracicaba.
Em uma dessas visitas fui à casa de minha mãe para matar as saudades e batendo papo, ela me conta que tinha feito uma moela com molho de ma racujá e para surpresa dela tinha ficado muito boa. Achei a ideia incrível e a questionei sobre a receita. Ela riu, e disse que só tinha a moela em casa e um pouco de suco concentrado de maracujá, então resolveu cozinhá-la no suco. Gostei tanto que pedi para repetirmos a receita no dia seguinte. Convidei uma querida amiga e realizamos uma degustação.
Enquanto estávamos refogando a moela, comecei a fuçar e procurar temperos e mais ingredientes que pudessem dar mais um toque ao prato e encontrei gengibre, pimenta calabresa e fui adicionando até uma ardência de acordo com nosso paladar. E funcionou, o prato ficou maravilhoso, a moela macia, molho cremoso e picante. Degustamos com pão e cerveja.
  De volta a São Paulo comentei com minha chefe, na época, sobre a receita, ela adorou a novidade, mas estávamos muito atarefados na época e guardamos a idéia para um momento mais apropriado. E o universo providenciou! Para nossa surpresa, o Tubaína Bar naquele ano foi convidado para realizar um workshop para o evento da revista Prazeres da Mesa, com o tema de comida de boteco e o conceito de sustentabilidade. Foi então, que a receita da moela se encaixou perfeitamente. Estavámos com um ingrediente discrimado e de difícil aceitação que se encaixava no conceito de uso sustentável de alimento e que funcionava muito bem como petisco de boteco acompanhado de cerveja.
Era minha primeira experiência em um workshop de tamanha responsabilidade e me sentia muito nervosa e ansiosa. Recebi as orientações corretas e me preparei para a aula. Estava escalada para o último workshop do dia. Comecei as 22hs, e nem sabia se teria ouvintes. E, tive uma surpresa agradável, sete pessoas maravilhosas estavam o dia todo no evento, aguardando justamente o workshop da moela, algo que já me realizou! Consegui relaxar e a apresentação foi um sucesso! Com o interesse e interação dos ouvintes, uma satisfação! Sou muito grata aos que participaram.
Para uma apresentação mais bonita do prato, adicionei poucas folhas de alecrim e um toque de pimenta rosa. O prato foi levado para foto para concorrer para capa, o que, eu não estava informada e me surpreendeu. Não ganhamos a capa, afinal na disputa estavam Chefs de renome, mas finalizei meu trabalho realizada. Desde então, a moela entrou para o cardápio do Tubaína Bar e virou marca registrada de criação minha e de minha mãe.

terça-feira, 9 de abril de 2013

Criar


Opinião

Compreendi com Alejandro Jodorowski, cineasta, poeta , escritor e “psicomago” chileno, que não existe limite para criação. E liberdade de criação faz parte da liberdade de expressão a que temos direito por lei, manifestação livre de opiniões, idéias e pensamentos. 
Há um ditado de senso comum que diz “meu respeito vai até onde o seu acaba”, é interessante quando se trata de um mundo onde o julgamento moral está acima de tudo e você precisa se preparar para ele. Mas, prefiro outro ditado mais sábio, “Não faça aos outros aquilo que não quer que façam a você”...e prefiro ficar com esse! Esse ditado em si já é liberdade de expressão e criação e com ele me sinto livre para criar o que quiser, qual loucura quiser, da maneira que quiser. Se libertem, brinquem e criem!
 Sol Caldeira