sexta-feira, 26 de abril de 2013

Amizade: experiências da vida



Entre seis a oito anos de idade, tive uma amiga, Cíntia Saito, daquelas que só faltava dormir em casa e eu na casa dela, o que acontecia de vez em quando. Fazíamos tudo juntas, estudávamos, brincávamos, passeávamos juntas. Parecia até uma irmã, pela grande afinidade e uma amizade pura e sincera que nos unia. Ela tem um irmão que é cinco anos mais novo, André Saito, que apesar de sua notável timidez quando criança, ele sempre conseguia entrar em nossas brincadeiras e nos divertíamos juntos. Quantas lembranças boas!

Éramos tão próximas que seu pai me chamava de filha loira, pois, sou descendente de italianos, e ele sensei, descendente de japoneses, e as pessoas ficavam confusas com esse “parentesco”. De uma certa forma até somos quase parentes, pois, o pai dela é irmão de um tio meu também sensei, que é casado com minha tia, irmã de minha mãe. Como tenho primas sanseis (netas de japoneses), sentia-me como parte da família Saito, como no caso da família de Cíntia e André.

Tanto meu tio, assim como Lauro Saito, pai de Cintia, que hoje não se encontra mais entre nós, infelizmente, sempre foram mercadistas tendo banca de hortifruti no Mercado Municipal de Piracicaba/SP. Diz um ditado “o mundo dá voltas” e realmente o universo nos colocou frente a frente como que por acaso, já que atualmente atuo como consultora/assessora de um novo ponto que irá inaugurar no Mercado Municipal e por essa razão encontrei-me com André, o irmãozinho da Cíntia, que estava para inaugurar seu empório onde seu pai teve a banca a vida toda! O Empório da Cidade!

 Com o passar dos tempos, naturalmente, pelo destino da vida, nos separamos por mais de 20 anos, o que não alterou em nada a grande amizade até hoje.

Foi uma felicidade e tanto quando pude entrar em contato novamente com o André, no Mercado, e participar da finalização das obras e abertura de seu novo negócio. Foi quando eu e André nos unimos profissionalmente para a inauguração de seu Empório e assim tive a grande chance de realizar uma consultoria à ele sobre como montar sua recepção aos convidados, dando-lhe idéias com minha experiência e contando também com sua experiência como Engenheiro de Alimentos.

Na inauguração tive o grande prazer de reencontrar minha querida amiga de infância, uma gratificação muito grande e de muita emoção poder estar ali novamente com meus amigos em um momento muito especial para eles.

O resultado da inauguração foi um sucesso como podem conferir pelas fotos (na minha fanpage) e a amizade preservada. Existem experiências que são para sempre em nossas vidas.

 Sol Caldeira

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Receita: Pamonha salgada frita

Pamonha salgada no fubá frita com parmesão ralado

Ingredientes:

Pamonha salgada     1unidade
Farinha de fubá para empanar
Óleo para fritar
Parmesão ralado

Modo de preparo:
-Utilizar a pamonha depois que ela estiver mais firme, portanto, comprar e manter em geladeira até ficar no ponto bom para cortar (fatiar).
-Fatiar em tiras verticais de largura média a mais fina.
-Empanar as fatias direto na farinha de fubá 2 vezes. Na primeira passar e dar uma "apertadinha" sem desfazer. Depois passar novamente e bater o excesso.
-Enquanto isso o óleo está esquentando para fritar em imersão.
-Fritar em fogo médio até a casca ficar crocante.
-Escorrer e montar em um prato. Polvilhar com parmesão ralado.
-Acompanha muito bem com tubaína, cerveja ou chopp.

"Pamonha frita deixa a polenta no chinelo"- Verônica Goyzueta
Sol Caldeira

 

Produtos e Serviços de Sol Caldeira Consultoria Gastronômica

  • Consultoria e Assessoria gastronômica

  • Treinamentos e Capacitação

  • Desenvolvimentos de projetos

  • Desenvolvimento de cardápios

  • Supervisão Operacional

  • Eventos de inaugurações e recepções

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  • Planos de ações

    ATENDEMOS PIRACICABA/SP E REGIÃO.

    contato: chefcaldeira@gmail.com
    Sol Caldeira 

RECEITAS DELICIOSAS!

Receitas de Porção de Linguiça Crioula e sobremesa Pamonha com sorvete, creme inglês e farofa de paçoca.

Linguiça Crioula (1 porção)

Ingredientes:

Linguiça de pernil fresca Aurora                   4 gomos
Cebola roxa picada fina em meia lua             1/2 ceb.
Coentro picado fino em chiffonade                a gosto
Tomate sem o miolo picado em julienne        1 unid.
Suco de 2 limões                                           coado
Azeite                                                            a gosto
Pimenta do reino                                           a gosto
Pimenta dedo de moço em julienne              1 unid.

Modo de preparo:
-Pré-cozinhar os gomos de linguiça em água fervente até ficar firme. Retirar, esfriar e picar em fatias finas na diagonal.
-Com o resto dos ingredientes preparar um vinagrete bem saboroso e reservar.
-Fritar as fatias de linguiça em imersão de óleo até ficar crocante, escorrer e misturar com o vinagrete.
  -Expor em um prato e servir com fatias de pães.

-Melhor acompanhamento é uma cerveja de qualidade.
-O coentro pode ser substituído por salsinha.

Pamonha picolina doce com sorvete de coco, creme inglês e farofa de paçoca

Ingredientes:

Comprar uma pamonha doce (www.fabricadipamonha.com.br)
Creme inglês está em receitas de fevereiro do blog (acessar)
Comprar um bom sorvete de coco
Comprar farofa paçoquita e esfarelar

Modo de preparo: Olhar a foto e montar ou montar a gosto. Provar a primeira colherada com todos os ingredientes. Um bom acompanhamento é uma taça de vinho branco da uva Chardonnay.

Sol Caldeira







terça-feira, 23 de abril de 2013

Fermentação do molho de soja tradicional


Criado na China há cerca de 3.000 anos, o antepassado do molho de soja moderno: um líquido encorpado e fermentado naturalmente, não tem muito a ver com a garrafinha que se encontra nas cozinhas e nas mesas dos restaurantes do mundo inteiro. A base de boa parte da cultura gastronômica de Xangai são alimentos refogados, cozidos, preparados na frigideira com este líquido salgado, cada vez mais difícil de encontrar na versão tradicional.
Segundo a receita tradicional, três eram os ingredientes básicos do molho de soja – sementes de soja, sal e água – fermentados durante seis meses ou mais com fungos especiais. Às vezes, adicionava-se trigo também. Hoje, contudo, a maioria dos molhos de soja é feita em poucos dias, usando soja hidrolisada: as sementes de soja são fervidas em ácido clorídrico durante 15 a 20 horas para produzir um aminoácido que é misturado ao carbonato de sódio e filtrado antes de adicionar corante de cor caramelo, xarope de milho e sal, para tentar reproduzir o sabor do molho tradicional. 
Em Qian Wan Long, a partir do final do século XIX, é produzido o verdadeiro molho de soja com métodos tradicionais. Infelizmente, o de Qian Wan Long é um dos últimos molhos artesanais, fermentados naturalmente, ainda comercializados na China. Uma arte em risco de extinção que, se desaparecer para sempre, mudará radicalmente a cozinha chinesa.
 O molho de soja de Qian Wan Long não contém conservantes ou aditivos. O processo começa com a seleção das sementes de soja de alta qualidade, não modificadas geneticamente. As sementes são lavadas e cozidas antes de acrescentar farinha de trigo e de arroz, para permitir o amadurecimento do fungo Aspergillus Oryzae. Acrescenta-se, então, o sal, deixando o composto fermentar num recipiente de barro gigante, coberto com uma tampa cônica de bambu, durante aproximadamente um ano e meio. O produto de maior qualidade exige dois anos de fermentação para alcançar o amadurecimento correto.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Comfort Food



Sabe quando você sente aquele cheiro de bife fritando ou do cheiro de feijão com bacon cozinhando e se lembra da sua mãe, da sua avó ou de alguma lembrança boa? Esse tipo de comida que te faz ficar nostálgico tem nome! É a comfort food. A única regra pra classificar um prato nesse termo é o bem psicológico que ele traz, fora isso a classificação é bem individual.
Pra mim, mingau, feijão com arroz, sopa de feijão, macarrão e molho de tomates caseiros, pão caseiro, canja de galinha, bolo de fubá, pudim de leite condensado, geléia de jabuticaba e uma marca de sanduíche natural específica vendida em conveniências são comfort foods pra mim.
 Quando penso em cada uma dessas comidas tenho lembranças que são como um abraço. Elas matam minha fome emocional.
 Há quem defenda que comfort food é necessariamente comida caseira, há quem diga que não.
Claro que a maioria que eu citei são caseiras, mas o sanduíche que listei traz lembranças especiais pra mim da época que minha mãe trabalhava até tarde, eu ficava acordada esperando ela chegar e ela me trazia esses sanduíches.
 Apesar de ser um termo pouco conhecido ele existe já desde os anos 70 e há diversos estudos citando-o.
As comfort foods são acusadas de serem uma das dificuldades ao emagrecimento já que passar pelo processo de emagrecer é um período tão estressante que a gente acaba buscando nelas um alento.
 Acredito que, como tudo na vida, não deve ser consumida exageradamente porque pode ser prejudicial, mas é uma delícia e muito difícil de resistir.
Eu inclusive tô indo pra casa da minha mãe hoje e tudo o que eu quero é comer um prato de arroz e feijão.
  Um exemplo de uma chef que gosta bastante de cozinhar comfort food no seu programa de tv é a Nigella Lawson.
E a sua comfort food favorita, qual é?
Sol Caldeira: Minha comfort food mais marcante é o pão com mortadela com Etubaína Orlando que comia e tomava na casa de minha avó paterna, e a macarronada de todo domingo!
Sou extremamente influenciada pela comfort food e esse é o caminho que sigo. Consegui levar um pouco desse estilo para São Paulo aplicando no Tubaína Bar e desde então é o que mais gosto de trabalhar. Não há melhor comida que da mãe, da avó, das tias, da família....e muito raro um Chef conseguir reproduzir o que está dentro de você. Essa é a beleza e chegar perto já é uma satisfação.
 
Compartilhe suas experiências conosco!

Disponível: http://www.mepassaocardapio.com/2011/02/comfort-food.html