terça-feira, 28 de maio de 2013

Receita: Creme de batata doce

O inverno chegou, chuva fria, e começa a temporada de caldos e cremes!
O de hoje é um creme de batata doce com pimenta ají (pimenta peruana), para quem não gosta de pimenta ou não encontrar, preparar sem utilizá-la. Essa foi uma criação de influência peruana que deu certo!



Receita de autoria
Ingredientes:
  • 3 a 4 unids. de batata doce de casca roxa, descascar e picar em cubos pequenos
  • 1 talo de salsão ou alho poró (como preferir) em cubos pequenos
  • 1 cenoura média em cubos pequenos
  • 1 cebola inteira em cubos pequenos
  • 2 dentes de alho picados
  • 1L de água ou caldo de legumes
  • 1 creme de leite fresco de 500ml (usar a gosto)
  • 2 col. de sopa de óleo para refogar
  • sal a gosto
Modo de preparo:
  • Refogar a cebola, o alho, a cenoura, o salsão ou alho poró no óleo até dourar
  • Acrescentar os cubos de batata doce e misturar bem e deixar refogar por uns mins
  • Colocar a água ou caldo de legumes o suficiente até cobrir
  • Cozinhar até amolecer a batata doce, acertar o sal
  • Desligar o fogo, esperar esfriar um pouco e bater no liquificador até virar um creme homogêneo.
  • Voltar para a panela, acrescentar um pouco de creme de leite fresco (a gosto) e acertar o tempero
  • Se preferir pode ser utilizado pimenta branca moída, cebolinha picada ou salsinha também. 
  • Pimenta ají colocar umas 5 gotas por cima do creme, dá um toque super especial!
  • Servir com pão e bom apetite.
Sol Caldeira

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Domingo de feijoada!

Neste domingo maravilhoso de tarde de sol, minha família e eu comemoravámos, ao mesmo tempo, o batizado de um sobrinho e aniversário de outra sobrinha minha, com direito a bolo de brigadeiro...hummm! A pedidos dos familiares fiz uma bela feijoada para todos apreciarem o domingo com aquela sensação de satisfação. Espero ter atingido os objetivos!
E para acompanhar músicas para cozinhar do blog! E feijoada combina com músicas brasileiras, procure por elas no blog!
Quanta brasilidade!
 




sábado, 25 de maio de 2013

Música: Miles Davis - Kind of Blue

Um presentinho de sábado para todos. Este full album é a obra prima do mestre Miles Davis.
Kind of Blue é considerado o melhor do jazz e referência no assunto. Para quem quer boa música, relaxar, cozinhar, namorar, tomar um vinho, recomendo este album mais que bom!
Bom apetite!
Sol Caldeira

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Sustentabilidade nas micro empresas

O interesse do consumidor por produtos e serviços decorrentes de práticas economicamente viáveis, socialmente justas e ambientalmente corretas cresce a cada dia em todo o mundo. Essa tendência irreversível, imposta pelo próprio mercado, ganha força também na nossa sociedade em busca de um desenvolvimento sustentável.
Os temas sustentabilidade e meio ambiente vêm suscitando, nos últimos anos, grande interesse de chefes de Estados, de organismos internacionais e de empresas de todos os portes, tendo em vista a maior conscientização da sociedade no que se refere à necessidade do uso sustentável dos recursos naturais, não só em relação aos aspectos ambientais, mas também no que diz respeito aos aspectos sociais e econômicos.
Esta sondagem surge do interesse do Sebrae em avaliar o nível de percepção dos empresários de micro e pequenas empresas, no Brasil, acerca desses temas. Foram realizadas 3.912 entrevistas em todo o País.
Foi possível constatar, por exemplo, que a maioria dos entrevistados avaliou o nível de conhecimentos que possui sobre o tema sustentabilidade e meio ambiente como “médio” (65%), enquanto uma minoria (2%) disse não conhecer esses temas.
Em sintonia com esse resultado, pode-se constatar que, de fato, os empresários consultados, em sua maioria, realizam ações com foco na sustentabilidade, como Coleta seletiva de lixo (70,2%); Controle do consumo de papel (72,4%); Controle do consumo de água (80,6%); Controle do consumo de energia (81,7%); e Destinação adequada de resíduos tóxicos, tais como solventes, produtos de limpeza e artuchos de tinta (65,6%).
Apesar disso, percentual expressivo de empresários de micro e pequenas empresas ainda não têm por hábito utilizar matérias-primas ou materiais recicláveis no processo produtivo (51,7%), assim como realizar captação de água da chuva e/ou reutilização de água (83,4%).
Muitos também não participam do processo de reciclagem de pilhas, baterias ou pneus (50,9%).
Importante, no entanto, foi atestar que a maioria dos entrevistados tem o entendimento de que “sustentabilidade” está fortemente associada a questões ambientais (87%), sociais (82%) e econômicas (82%), e não a apenas uma ou duas dessas questões.
A sustentabilidade, integrada à gestão do negócio, é conquistada por etapas e de forma continuada. É fundamental que se tenha uma estratégia bem definida, tanto no processo produtivo, como na conquista de mercado, sobretudo no campo dos negócios sustentáveis. É essencial manter o foco e ter indicadores claros e precisos para avaliação e ajuste de percurso.

Referência:
"Sustentabilidade nas micro empresas"
Cortizo, Pio- SEBRAE/SP, 2012.
Site: http://www.sebrae.com.br/estudos-e-pesquisas


terça-feira, 21 de maio de 2013

Depressão, produto de vidas reprimidas?


Texto por Kátia Marko, 12/05/13

"Esse tema foge um pouco do conceito do blog, mas me vejo vivendo em uma sociedade "doente" e a não aceitação do problema é muito alta, por isso acredito necessário um texto que nos traz à realidade com informações interessantes." Sol Caldeira

Corpos deprimidos. Espíritos anulados. Assim caminha a humanidade. Egos sem qualquer conexão com o corpo. Sentir é perigoso. O melhor é continuar a nos iludir com nossas gaiolas de ouro. Prisões internas que nos mantêm atados ao toco. Conceitos morais que a cabeça nega, mas o corpo carrega. Tensões crônicas que não permitem a vibração espontânea, o prazer, o orgasmo.
Medos irreais. Necessidade excessiva de segurança e estabilidade. Raiva enrustida, cuspida em brincadeiras sem graça. A crença de que não vai dar certo. Essas foram algumas das coisas que habitam meu ser e me dei conta durante um trabalho terapêutico de nove dias na Comunidade Osho Rachana. “Paixão: Qual é a tua?” era o nome do grupo. Pode parecer, num primeiro momento, uma pergunta simples. Mas quando mergulhamos mais fundo no mar de ilusões e falsos desejos, percebemos a dificuldade em acessar o que realmente nos preenche, nos faz feliz.
Vivenciar intensamente os meus medos, conflitos, personagens, fantasmas e emoções, me possibilitou ver com mais clareza como limito minha liberdade e capacidade de amar. O quanto ainda estou presa às convenções, apesar do discurso vanguarda. O que eu quero de verdade? Cada vez mais percebo que não é o que está fora de mim. Na real, é mais fácil criar necessidades externas do que entrar em contato com o vazio, a falta de confiança, o medo de amar e ser amada. Buscamos subterfúgios, elaboramos estratégias com maestria para fazer de conta que o buraco não existe.
A campanha “Mais amor, por favor” chegou a Porto Alegre. É uma bela iniciativa, mas só palavras não mudam o mundo, muito menos as pessoas e suas relações. Falta consciência e indignação para romper as barreiras e querer amar de verdade. Iniciei este artigo afirmando que nós, seres humanos, estamos com nossos corpos deprimidos e nossos espíritos anulados. Pode ser arrogante. Corro o risco. Sentimos muito pouco e pensamos, ou achamos que pensamos, em demasia. Talvez seja mais correto dizer que rodamos em círculos em pensamentos cristalizados e neuróticos. Nossos espíritos estão enjaulados em corpos entupidos de comida ruim e remédios entorpecentes; obesos, sem tônus e vitalidade.
É bem mais cômodo se queixar da vida, dos outros, do que assumir a responsabilidade da mudança. “Quem não se movimenta, não sente as correntes que o prendem”, já dizia a revolucionária Rosa Luxemburgo. Segundo o mestre indiano Osho, no qual busco inspiração, sofrer de depressão simplesmente significa que você tem se reprimido demais. “Depressão nada mais é do que repressão. Você está deprimido porque não lhe é permitido se expressar. Ao se expressar, ao catarsear tudo o que está reprimido em seu inconsciente, você vai se tornar mais sano, mais saudável.”
Bloqueadas as emoções, impedimos que a nossa energia vital circule livremente por nosso corpo, o que faz com que ele perca a vitalidade original e passe a refletir os bloqueios a que se submete. Apesar de as emoções bloqueadas serem frequentemente as “negativas” (raiva, dor e medo), a perda de sensibilidade do corpo gera uma incapacidade também para os sentimentos ditos “positivos”, como a alegria e o amor. A vida torna-se, então, carente de significado e, em níveis mais profundos de depressão, a pessoa não deseja sequer viver. Mas a depressão é mais comum do que se pensa na vida das pessoas.
O médico norte-americano Alexander Lowen, questiona, em seu livro Alegria, por que não nos curamos espontaneamente, se ficamos deprimidos? “Na verdade, há pessoas que superam espontaneamente uma reação depressiva. Infelizmente, na maioria dos casos, a depressão tende a reaparecer, porque a causa subjacente persiste. Essa causa é a inibição da expressão dos sentimentos de medo, tristeza e raiva. A repressão desses sentimentos e a tensão concomitante reduzem a motilidade do corpo, resultando em um estado de redução ou depressão da vitalidade.”
Aliada a isto, afirma Lowen, está a ilusão de que seremos amados se formos bons, servis, bem-sucedidos e assim por diante. Essa ilusão serve para manter o ânimo do indivíduo durante a luta para obter amor, mas, como o amor verdadeiro não pode ser adquirido ou obtido por qualquer desempenho, cedo ou tarde a ilusão cai por terra e o indivíduo entra em depressão. “A depressão desaparecerá, se o indivíduo puder sentir e expressar seus sentimentos.(…) Expressar os sentimentos alivia a tensão, permitindo ao corpo recuperar sua motilidade, aumentando assim a sua vitalidade. Este é o lado físico do processo terapêutico.”
Para mim, e para as pessoas que optaram viver na Comunidade Osho Rachana, o processo terapêutico é constante. Nossa busca por consciência e uma vida mais plena exige um olhar atento para dentro. Sem isso, não saímos da volta do toco.

Katia Marko é jornalista, terapeuta bioenergética e uma pessoa em busca de si mesma. Para ler todos os seus textos publicados em 
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domingo, 19 de maio de 2013

Doce de Caule: JARACATIÁ


O sabor lembra o de coco, a textura se assemelha à do doce de sidra e, quando o açúcar é queimado, a cor remete à do doce de banana. Mas uma das sobremesas típicas das Folias de Reis não tem nenhum desses frutos. Produzido pela mesma família há três gerações, o doce de jaracatiá não tem coco, nem sidra, nem banana: é feito do caule e da raiz da árvore que lhe dá nome.
Graças a um pedido da família Assis, o jaracatiá e suas derivações (incluindo o doce de caule) foram reconhecidos como patrimônio imaterial da culinária paulista pela Secretaria de Estado da Cultura neste ano.
O doce é produzido em um sítio que fica a cerca de cinco quilômetros de Santo Antônio da Alegria, interior paulista, onde vive a família.
Depois que a árvore é arrancada, retira-se a casca do caule, que é cortado, lavado e ralado. É então colocado em tachos de cobre em fogão a lenha, com água. A mistura ferve por duas horas, a água é escorrida e, em fogo baixo, adiciona-se açúcar.
A sobremesa é parte da tradição da Folias de Reis -festa folclórica e religiosa típica do interior realizada todo dia 6 de janeiro- em Santo Antônio há pelo menos 80 anos. O produtor de café Adauto Augusto de Assis, 47, é um dos responsáveis pelo sucesso que o doce faz em Santo Antônio da Alegria e por sua disseminação cultural. No ano passado, ele participou do festival Revelando São Paulo, que difunde a cultura tradicional do Estado. Levou o doce para as cidades de Iguape, Atibaia, São José dos Campos e a capital. Assis conta que, quando pequeno, acompanhava o avô Antônio Leocardio da Silveira durante todo o processo da produção. Com a morte do anfitrião, aos 78 anos em 1988, ele passou a também produzir o doce. Desde então, todo ano no mês de dezembro Assis e o tio Arlindo Francisco da Silveira, 58, arrancam um jaracatiá para a produção da sobremesa para as festas da região. Assis disse que arrancou cerca de 20 árvores e plantou outras 800 nas áreas rurais e urbanas da cidade e de municípios vizinhos. Hoje, tem um viveiro com mil mudas. Assis disse que arrancou cerca de 20 árvores e plantou outras 800 nas áreas rurais e urbanas da cidade e de municípios vizinhos. Hoje, tem um viveiro com mil mudas. Segundo o produtor, o tronco de uma árvore pode render de 500 kg a 1,5 tonelada de doce. Além da sobremesa feita do caule, Assis também produz o jaracatiá em calda e desenvolveu uma geleia com o sabor da fruta. Há cerca de três meses, ele resolveu deixar uma quantidade do fruto de molho na pinga para criar o licor de jaracatiá. A invenção ainda está em desenvolvimento, mas em poucos dias, Assis pretende provar o "novo produto".
 
Há cerca de três meses, ele resolveu deixar uma quantidade do fruto de molho na pinga para criar o licor de jaracatiá. A invenção ainda está em desenvolvimento, mas em poucos dias, Assis pretende provar o "novo produto".
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/comida/2013/05/1278467-doce-de-caule-de-arvore-vira-patrimonio-paulista.shtml